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sábado, 22 de setembro de 2012

Diário da Faxineira #14: Capítulo 14 - Josicleide faceira: chutando o balde e cantando um pagode

Sonhei com o Thiaguinho, meu príncipe do pagode, cantando Buquê de Flores, e não é que eu fiquei louca de faceira com vontade até de limpar janela, coisa que mais detesto. Sorte minha que hoje é dia de limpeza na casa da Dra. Letras que gosta de tudo bem arrumadinho, então minha limpeza caprichada não vai ser em vão, ela vai gostar e até me elogiar, que eu bem conheço minha patroa.

No fim, eu decidi continuar na faxina, não vai ser desta vez que vou sair do ramo, não? Aquela ideia da venda de cachorro quente em parceria com a família da patroa Barbie, lembra que te contei o outro dia? Pois é, não vai rolar. Peguei os papéís todos pra assinar, eles achavam que já tava certo, né? Mas levei tudo pro Dyonath Uóxinton, o namorado estudado da Clarineusa, eu leu tudo, tudinho e olha que era um bocado de folha, me olhou bem sério depois e me disse: Quer minha opinião sincera? E eu respondi que claro, né? Daí ele me disse: Não assina, isto é exploração. Pra mim bastou, acredito na palavra do meu amigo!

Fui no dia seguinte na casa da patroa Barbie e entreguei os papéis em branco. E mais furiosa fiquei ainda, porque ela me perguntou se eu era analfabeta e por isto não tinha assinado. Daí, bom não respondi por mim, sai do salto, desci o barraco, puxei o tapete, chutei o balde, sei lá como é que tu chama, mas deu um basta no assunto, devo de ter dito mais de uma dúzia de desaforos e daqueles bem desgraçados que prefiro não te contar!

Claro, mais uma demissão, mas eu também não podia ficar quieta, desaforo desta gente grã-fina, não assinei porque era exploração, isto sim, gente abusada querendo ganhar nas minhas costas!

Pro Cleminson eu nem contei nadica de nada, nem dos papéis, nem do desaforo da Barbie, nem da demissão. Tem coisa que a gente não precisa contar pro namorado, afinal era só chateação, melhor só falar de coisa boa.

A Clarineusa e o Dyonath Uóxinton me deram força pra fazer economias e um dia abrir meu negócio de cachorro quente sozinha, sem sociedade com ninguém. Acho que eles têm razão, por enquanto vou continuar fazendo meu cachorro em festa infantil, fazendo comercial no boca a boca do meu trabalho, seguir com minhas faxinas, que rendem bem, não posso me queixar, dá para viver. E como disse o meu casal amigo: seguir em frente, me organizar e um dia eu chego lá: viro empresária de sucesso! Gente boa estes dois, acho que é o mais importante na vida (além de um amor, que tu bem sabe como valorizo) é ter bons amigos!

E hoje vai ser dia bom, tem pagode na irmã do Cleminho, a Dieniffer Estefany, ela é muito bacana comigo, mora numa boa laje, o marido também é sujeito bem animado, o Ueslei Antonio. O sábado promete ser dos bons!

E pra animar o teu fim de semana, aí vai o Buquê de Flores pra ti também:



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Este é um post especial do TCHÊcnologia publicado toda quarta-feira, às 22h, na seção Diário da Faxineira, editada por Joselma Noal.
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