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sábado, 15 de setembro de 2012

Diário da Faxineira #13: Capítulo 13 – Baita dum cachorro-quente!

Não me pergunta sobre futebol, que hoje eu já decidi que não quero falar sobre este assunto, prefiro falar do trabalho mesmo. Então, tá combinado! Te contei que ia fazer um extra no sábado em festa de criança? Mas tu nem imagina o que foi de falado, noticiado e comentado o meu cachorro-quente! A trabalheira foi da grande, comecei cedinho da tarde e fiquei até às oito da noite. Meu trabalho foi tão bom, tão bom, que me pagaram até pra voltar pra casa de lotação. Me achei foi muito é da chique andando de lotação. O Cleminho reclamou que eu voltei tarde, que eu trabalho demais, aquele blá, blá, blá, feito qualquer homem, pelo menos dos que eu conheço que não sustenta mulher e ainda reclama quando ela trabalha muito. Pode que tu tenha conhecido um tipo diferente. Até já te disse que se tu conheceu, trata é de agarrar logo, porque tu é muito da sortuda, minha filha!

Depois de tanta da reclamação do Cleminho, eu resolvi deixar ele bem do calminho. E tu sabe como? Não foi fazendo aquilo não! Já ficou imaginando coisa, né? Foi é fazendo um bom dum cachorro quente mesmo. Tá, não vou te mentir, que não sou disto, depois até que teve um rala e rola, mas antes teve foi a comilança. Já que o Cleminson tava me enchendo tanto, tratei de mostrar pra ele o meu MA-RA-VI-LHO-SO cachorro-quente. Ele gostou tanto, mas tanto, que quase que passa mal de tanto que comeu a criatura.. Era só o que me faltava o homem morrer por causa do meu cachorro! O sexo foi difícil com a barriga tão cheia, não é que quase que o homem morre mesmo? Mas é que eu precisava de uma bimbadinha básica depois de um dia daqueles de trabalho no sábado, não podia assim liberar o Cleminho, não sei se tu me entende, se tu também é assim feito eu que pra dormir bem, precisa daquilo. Mas consegui resolver tudo, dei um sonrisal, um chá e botei o homem pra dormir, até porque eu já tava bem cansada também. Imagina só o homem morrer naquelas horas? E por estas e outras que eu nunca me esqueço da reza pro Santo Antonio. Dei mais uma rezadinha e dormi em paz com o moço que roncou a beça, pra completar a minha noite!

Mas o que eu quero te contar mesmo é o que vem agora:
Na segunda-feira fui fazer lá minha faxina na casa da Barbie, ela que me indicou pra festa do aniversário do sobrinho no sábado. Então ela me fez uma proposta de vender meus cachorro pra festa de gente rica. Sabe aquele tal de totozinho? Pois é, o meu cachorro é muito melhor que o do totozinho, assim disse a patroa. A família lá da Barbie, os donos da festa do sábado, querem me ajudar a montar o meu negócio de cachorro quente. Eu fiquei de pensar, mas fiquei bem contente, liguei pra contar pra Clarineusa, que me deu a maior força, disse pra eu aceitar, sim. Não vou contar pra mais ninguém, tô sem saber se aceito ou não. Tenho que conversar, entender bem como vai ser tudo. O namorado da Clarineusa, que é moço bem estudado, Dyonath Uóxinton, já se ofereceu pra me ajudar na contabilidade.

Quem sabe não saio da faxina e viro empresária do cachorro, hein? Eu tô podendo!!!!


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Este é um post especial do TCHÊcnologia publicado toda quarta-feira, às 22h, na seção Diário da Faxineira, editada por Joselma Noal.
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