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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Jô por Acaso #19: Insegurança Pública

A aposentada de 87 anos, que atirou no ladrão, em Caxias do Sul, agiu em legítima defesa e deve servir de modelo à sociedade e não pode, de modo algum, ser julgada por sua atitude!

O caso suscitou polêmica e me fez recordar de outra história:

O dono de um armazém, localizado em um bairro residencial de Porto Alegre, após três assaltos ao seu modesto estabelecimento comercial, resolveu comprar uma arma e agiu em legítima defesa atirando em um ladrão. Após alguns dias do ocorrido, a polícia algemou o homem, na frente do seu pequeno mercado e diante dos vizinhos furiosos, clientes e amigos do comerciante, que gritavam por sua libertação e clamavam por justiça em um país onde homens de bem são condenados por agir em sua própria defesa, já que o Estado não cumpre sua obrigação de garantir segurança à sociedade. Lembro bem da indignação da minha tia, relatando a história vivida por um homem bom e decente como o Seu Fulano, dono do armazém.

Já devem ter se passado uns dez anos da prisão do dono do armazém e, no entanto, lamentavelmente, nada mudou, e, sem querer ser pessimista, inclusive, piorou! A justiça, em nosso país, continua a cometer injustiça, o Estado permanece sem defender a população e a violência tem aumentado gradativamente e de modo assustador.

De quem é a culpa? Do Estado, pois não prioriza a segurança pública, não consegue combater a criminalidade, não apresenta programas eficientes de reabilitação a drogados e a presidiários.

Para onde caminha o Brasil? Para a Copa do Mundo, eu sei. Boas vindas aos turistas! E a população permanecerá esquecida, desprotegida e trancafiada em suas casas, vivendo feito prisioneiros, em residências com cercas elétricas, alarmes e pagando vigilância privada e muitos impostos a pagar para um Estado ineficiente.
Lamentável a realidade de nosso país e louvável que uma senhora idosa seja dona de tanta coragem para atirar em que merece!

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Este é um post especial do TCHÊcnologia publicado toda quarta-feira, às 22h, na seção Jô por Acaso, editada por Joselma Noal.
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