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quinta-feira, 29 de março de 2012

Panorama #6: Escrito nas estrelas

A astrologia, junto com outras formas de previsão, segue atraindo curiosos, por mais que a credibilidade seja constantemente colocada à prova.

Roberto Biluczyk

Uma das maiores curiosidades do ser humano é certamente saber o que vai acontecer em seu futuro. E esse é o nicho em que astrólogos e cartomantes investem. Seja em ocasiões, como no ano novo, quando famosos sensitivos costumam dar as caras para projetar os próximos 365 ou 366 dias, no rádio, na TV ou em revistas, como no resto do ano, quando os mais supersticiosos não saem de casa sem ler o horóscopo do jornal.

Embora sem embasamento científico, a astrologia continua uma das formas de entretenimento mais empregadas na mídia, com boa aceitação de público, que, apesar de manter reservas, acessa as informações muitas vezes levado pela curiosidade.

A jornalista Cássia Paula Colla não acredita que o futuro possa ser previsto em horóscopos. "Não acredito, pois nunca acontece de fato o que eles dizem, sempre ocorre o contrário. Se meu signo aponta dificuldades, tenho um período em alta", afirma Cássia.

Embora não creia em previsões ligadas aos astros, Cássia acredita em intuição. "Eu não me iludo, procuro seguir meus instintos. Mas acredito em sensações. Não é uma questão de previsão, mas de ligação com as pessoas, situações, etc.", salienta.

A universitária Stefani Castro acredita que cada um faz o seu próprio destino. "O que existem são tendências. Eu mesma gosto de tirar cartas através do baralho cigano. Às vezes eu acerto, às vezes não acontece nada do que foi visto. Mas a vida sou eu quem faço", destaca.

Stefani também não crê nos horóscopos diários dos jornais. A universitária acredita mais em seu signo que nas previsões do horóscopo, as quais não guiam suas atitudes. "Somente um estudo aprofundado pode ser capaz de fazer alguma revelação relevante. A maioria das características do meu signo bate com a realidade. As pessoas que convivem comigo concordam que sou 'a cara' do meu signo", relata a aquariana.

"O Zodíaco, para mim, é uma diversão. Existe gente iludida que sai por aí consultando cartomante, acreditando cegamente em horóscopo e também gente explorando os inocentes crédulos. Cada um acredita no que lhe faz bem. Não fazendo mal, nem prejudicando ninguém, tá valendo", conclui Stefani. 

Acreditando ou não em previsões astrológicas, elas sempre ocuparão um espaço cativo em nossa sociedade projetada ao futuro.

Veja também: Reportagem do Globo Repórter sobre astrologia: http://glo.bo/nyj32B

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Na próxima edição: Coleções.

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Este texto é parte de um projeto especial de 8 edições dentro do TCHÊcnologia produzido por Roberto Biluczyk (@RobertoBil), estudante de Comunicação Social (Hab. em Jornalismo) pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Confira outros textos da coluna Panorama quinzenalmente às quintas-feiras.
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