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quinta-feira, 15 de março de 2012

Panorama #5: Gol!

Mulheres descobrem a paixão pelo futebol e quebram preconceitos 

Roberto Biluczyk 


  As mulheres vêm alcançando graus cada vez mais altos dentro da sociedade, ocupando cargos de prestígio, outrora exclusividades masculinas. É assim na política, com a eleição de Dilma Rousseff para presidente de Brasil e no mercado de trabalho, onde inclusive dirigem veículos pesados, como caminhões e ônibus rodoviários, a exemplo da recente contratação de uma motorista pela empresa Unesul.

No esporte, não é diferente. Antigamente, o interesse feminino não passava do atletismo ou do vôlei. Hoje, elas também dominam novas modalidades. Mesmo de maneira mais tímida, o futebol feminino nacional ganha destaque com a presença de jogadoras como Marta, que constantemente encanta a muitos marmanjos com passes que deixam muitos homens "no chinelo".

O encanto por esportes por parte das mulheres afronta estereótipos. Alessandra Formagini, estudante de jornalismo, gremista fanática, mantém um blog sobre o time do coração. Nele, Alessandra pode livremente fazer comentários sobre as partidas e os jogadores.

Recentemente, devido ao sucesso do blog, Alessandra começou a assinar uma coluna quinzenal no jornal em que trabalha. O assunto não poderia ser outro: futebol.

Veja a seguir a entrevista que fizemos com Alessandra:

TCHÊcnologia: Como começou o interesse por futebol? 

Alessandra: Minha família nunca foi muito ligada ao futebol, meu interesse começou com a Copa do Mundo de 2006. Uma das minhas professoras pediu para fazer um trabalho sobre isso e eu passei a me interessar, pesquisar mais. No mesmo ano eu pisei no Olímpico pela primeira vez, então definitivamente foi uma paixão que veio para ficar. A partir daquele momento fiquei cada vez mais ligada ao futebol. 
Alessandra Formagini. Foto: Arquivo Pessoal

TCHÊcnologia: Como surgiu a ideia do blog? 

Alessandra: Como meu interesse pelo futebol foi aumentando e gostava de discutir e escrever sobre futebol resolvi criar o blog. Queria um espaço para que eu pudesse mostrar minha opinião e compartilhá-la com outros gremistas e demais torcedores. Dessa maneira, muitas vezes textos incitaram discussões sobre futebol entre amigos e pessoas que se tornaram minhas amigas por causa do blog.

TCHÊcnologia: Em que o blog interferiu em sua escolha profissional? 

Alessandra: O blog interferiu muito na minha escolha. Com o passar do tempo passei a gostar cada vez mais de escrever, inclusive aperfeiçoei minha escrita através do blog. Dessa maneira, escolhi o jornalismo e futuramente pretendo me focar no jornalismo esportivo. Cabe lembrar também que a minha editora-chefe, antes mesmo de falar comigo sobre meu atual emprego, já me acompanhava através do blog, sendo também uma ferramenta de divulgação.

TCHÊcnologia: Ainda ocorre estranheza por parte do público ou da sociedade o fato de uma mulher gostar e acompanhar futebol? 

Alessandra: Apesar de estar diminuindo esse preconceito com as mulheres, ainda tem muito homem que torce o nariz ao ver uma mulher comentando sobre futebol ou em um estádio. Já aconteceram muitos fatos engraçados envolvendo isso, já ouvi muito homem dizendo: "uma menina de 18 anos entender de futebol, onde já se viu isso?". Felizmente após alguns minutos de conversa o preconceito foi por água abaixo.


Quer conferir o blog da Ale Gremista? Clique aqui.

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Na próxima edição: Você acredita que o futuro pode ser previsto?

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Este texto é parte de um projeto especial de 8 edições dentro do TCHÊcnologia produzido por Roberto Biluczyk (@RobertoBil), estudante de Comunicação Social (Hab. em Jornalismo) pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Confira outros textos da coluna Panorama quinzenalmente às quintas-feiras.
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