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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cientistas descobrem o que faz uma música virar Hit

Equipe da Universidade de Bristol vasculhou a parada musical britânica dos últimos 50 anos e conseguiu “prever” quais músicas atingiriam o sucesso.

De acordo com os cientistas, o sucesso de uma canção depende, diretamente, da época na qual foi lançada e das preferências culturais, o que não é uma grande novidade. A boa notícia é que essa mesma equipe conseguiu desenvolver uma fórmula matemática capaz de mensurar o potencial de sucesso de uma determinada música.

Com a ajuda de algoritmos, um computador vasculhou todas as músicas que conseguiram chegar à lista das 40 mais ouvidas no Reino Unido nos últimos 50 anos. Durante a pesquisa, foi analisada uma série de características de áudio como harmonia dos acordes, variação de volume, “danceability” - termo que pode ser considerado a capacidade que a música tem de fazer o seu público mexer o esqueleto – duração, entre outros.



O resultado é que foi possível prever com 60% de exatidão quais canções se tornariam verdadeiros sucessos, ou seja, quais alcançariam as cinco primeiras posições da lista, e quais não seriam capazes de galgar muitos lugares e ficariam entre as dez últimas colocações.

O estudo oferece ainda um retrato interessante acerca da cena musical britânica nos últimos 50 anos e também dos seus consumidores. Está cientificamente comprovado que para fazer sucesso na década de 80, por exemplo, uma música tinha a obrigação de ser dançante.

Como exemplos de hits desta época, os cientistas citam clássicos como “Let’s Dance”, de David Bowie (que aparece na parada britânica em 83), “Don’t Go”, da dupla Yazoo e o hino máximo das meninas independentes “Girls Just Wanna Have Fun”, da americana Cindy Lauper.

Outro ponto é que até 1990 as músicas bem sucedidas eram harmonicamente mais “simples” que as que não conheceram o sucesso. Porém, de acordo com o estudo, a partir daí, para se virar hit, as canções se tornaram um pouco mais complexas, do ponto de vista técnico, pelo menos.

Bom, isso é o que diz o estudo realizado no Reino Unido. Agora, se fosse possível aplicar tal fórmula à atual da cena musical nacional, é provável que o resultado fosse um pouco diferente.

Fonte: Info
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