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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Jô por Acaso #4: Dançando conforme a música

Acabo de me interar via facebook que dia 22/11 é o dia do músico. Li e compartilho: Parabéns a todos que fazem da vida uma melodia, assim dizia a mensagem de um pub erechinense, Leprechaum, do qual, aliás, tenho saudades.

Vibrei ao encontrar um tema para a crônica da semana!

Aprecio música, embora minha tentativa com o violão, comum na adolescência, tenha sido um tremendo desastre, no meu caso realmente frustrante!. Bem, não me considero uma conhecedora, apenas admiradora musical. Tenho minhas preferências, que são, inclusive, bem diversificadas: bossa nova, jazz, rock, entre outros tantos ritmos latinos. E como ninguém é de ferro, confesso: amo Miguel Bosé e Ivan Lins! Não tive o prazer de ir a nenhum show do espanhol, já do brasileiro fui na primeira fila e gritei como qualquer fã enlouquecida! Voltei pra casa nas nuvens, que bom ser tiete.Também curto Madonna e Tom Jobim, embora sejam de turmas bem diferentes...

Quem escreve tem que gostar de música, porque também fazemos música no jogo com as palavras, ao selecionar vocábulos, sons, buscamos um ritmo no uso da linguagem.


Outro dia fui no show do Yamandú Costa e fiquei muito impressionada com o cara, nunca o tinha assistido antes e recomendo! A simplicidade e a genialidade se confundem em um único ser, uma loucura! Tive a nítida sensação de que Yamandú nasceu com o violão, de que o instrumento cresceu junto com os seus braços. O que, aliás, ele deixa muito claro ao contar ao público a forma como se relaciona com a música. O cotidiano do músico está nitidamente atado à sua criação. O som emitido pelo instrumento é tão inusitado, inovador e sensível, que o músico que é feio, fica bonito, nossa, lá pelas tantas, ele fica lindo! No final do show, fiquei pensando bobagem: se as mulheres jogam calcinha pro Wando, pro Yamandú tem que se jogar nua! Claro, o show é tri decente e não permite nada tão ousado, eu é que fiquei deveras impressionada com a música do gaúcho, que passa o show tomando mate, de alpargatas e nos enche de orgulho da terra!

Mas, voltemos à mensagem do início: Parabéns a todos que fazem da vida melodia. Pois é, acho que cada um tem seu ritmo e devemos assumir diferentes ritmos ao longo da vida. Às vezes nascemos tango e nos transformamos em blues com o passar dos anos. Imprescindível é viver com algum, ou até mesmo, muitos ritmos. Afinal o nosso órgão vital, o coração, tem o seu famoso tum-tum e, bem sabemos todos, pulsa diferente quando a gente ama.

É isto aí: não nos falte, na vida, amor e ritmos dos mais variados. E sejamos felizes no aprendizado eterno do dançar conforme a música!

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Este é um post especial do TCHÊcnologia publicado toda quarta-feira, às 22h, na seção Jô por Acaso, editada por Joselma Noal.
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