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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Vareio de Bola #37: marrento? Não.


Quando se fala em jogador de futebol, logos nos vem a imagem do homem marrento, com muitas jóias, penteado diferente, roupas cheias de estilo e, é claro, um fone de ouvido tocando pagode. Esse é estereótipo dessa profissão que move a paixão do povo.



Estereótipos são perigosos. Nem todo terrorista é árabe, nem todo político é ladrão, nem todo homem é canalha... e nem todo jogador é marrento, burro, fala mal, entre outras características.

Será que existe algum jogador que goste de rock? Algum jogador que não seja evangélico? Algum jogador sem brinco, correntão de ouro e penteado escroto? Existe. O Globoesporte.com fez uma matéria com os corinthianos Wallace e Paulo André.

Wallace lê sobre Schopenhauer, é fã de Stephen King e ouve Simonal, Jack Johnson e Red Hot.

"By the way", dos RHCP

O companheiro de zaga, Paulo André, também tem o perfil intelectual. Escuta blues, jazz, é pintor, escreve em um blog (que virará livro) e joga xadrez. É raro ver jogador com esse perfil... ainda mais no Corinthians? Espécie em extinção.

Versão pintor de Paulo André
Outro exemplo é Leandro Damião, um dos poucos jogadores de grande sucesso que não faz o perfil boleiro marrento. Sem extravagâncias e um gosto musical eclético, que vai dos quase redundantes pagode e rap, que a maioria dos jogadores curtem, até ao rock mineiro do Skank e do Jota Quest (não falo do AC/DC porque ele escolheu a banda no Fantástico à pedido de uma rádio de Porto Alegre).

Zetti, ex-goleiro e técnico, é fã de Led Zeppelin e Black Sabbath. Outro goleiro do São Paulo, Rogério Ceni, é guitarrista e curte Pink Floyd.


Já indo para o lado profissional, muitos jogadores são, inclusive, formados em universidades. Provando que jogador futebol não é sinônimo de menino que abandonou a escola para jogar bola.

Victor, goleiro do Grêmio, é formado em educação física. E o Sócrates? Médico... nem precisava falar.

 Lucas, craque do São Paulo, tem o histórico CDF. Com notas acima de seis, sete pontos, suas professoras definiam o jogador como um anudo "educado e que não era da turma do fundão".


O mundo da bola é dos jogadores bêbados, pagodeiros, malandros, metidos à pegador e que não passam na porta do banco de tanto ouro. Mas nem todos, felizmente, seguem o perfil superficial que a carreira oferece.
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